Religião Declarada X Religião Vivida

sexta-feira, outubro 16, 2009 by Nério Júnior
Uma pesquisa feita por um instituto alemão mostra que 95% dos brasileiros entre 18 e 29 anos se dizem religiosos e 65% afirmam ser “profundamente religiosos”


A edição 578 da revista Época revelou um fenômeno: que o jovem brasileiro busca formas inovadoras de expressar sua religiosidade contrariando qo ue disse o filósofo alemão Friedrich Nietzsche em 1882 que assinou a certidão de óbito divina com a célebre afirmativa: “Deus está morto”. Para ele, os homens não precisariam mais viver a ilusão do sobrenatural. Nietzsche não foi o único. O anacronismo da fé religiosa era uma premissa do socialismo. “A religião é o ópio do povo” está entre as frases mais conhecidas de Karl Marx. Para Sigmund Freud, a necessidade que o homem tem de religião decorreria de incapacidade de conceber um mundo sem pais – daí a invenção de um Deus. A influência de Marx e de Freud no pensamento do século XX afastou gerações de jovens da fé. Mas a derrocada do socialismo e as críticas à psicanálise freudiana parecem ter deixado espaço para a religiosidade se manifestar, sobretudo entre os jovens. “Aquilo que muitos acreditavam que destruiria a religião – a tecnologia, a ciência, a democracia, a razão e os mercados –, tudo isso está se combinando para fazê-la ficar mais forte”, escreveram John Micklethwait e Adrian Wooldridge, ambos jornalistas da revista britânica The Economist, no livro God is back. Para os jovens, como diz o título do livro, Deus está de volta. Ou, nas palavras da diaconisa Julia, “está bombando”.
No Brasil isso está mais visível e como consequência disso as igrejas, principalmente evangélicas criam formas de atrair pessoas que, segundo a nossa tradição católica são vistas como exageradas.
Antigamente quem não professava o catolicismo não poderia trabalhar para o Estado, hoje os jovens não optam mais pela religião dos pais, querem seguir seu próprio caminho, prova disso é o resultado de uma pesquisa que diz que 60 % dos jovens com pais ateus acreditam em Deus.
Porém declarar ter uma religião não significa praticá-la:
“O jovem tem fé, mas não aceita o pacote pronto institucional”, diz a antropóloga Regina Novaes. Para seu estudo Os jovens sem religião, Regina levantou com o IBGE um dado revelador. Segundo ela, no Censo de 2000 houve 35 mil respostas diferentes para a pergunta “Qual é a sua religião?”. Em 2010, o número poderá ser ainda maior. “A religião, para o jovem brasileiro, é mais declarada do que vivida”, diz Regina. Seria essa uma forma de dizer que os jovens são religiosos apenas da boca para fora? Ou seria o caso de afirmar que as práticas religiosas, tal como se apresentam, não correspondem às necessidades deles?
Minha Resposta: Religião nenhuma pode mudar vidas realmente mas sim o poder de Deus, o reconhecimento de Cristo como Salvador de sua vida, o revestimento com o Espírito Santo que é o Consolador. Somente Cristo pode salvar, pode mudar sua vida. Viver uma religião que diz tudo isso mas não aceitar que Cristo entre em sua vida é apenas uma opção de vida sem sentido.
Que deixemos de ser religiosos e entremos em um estado mais alto, que é o de viver aquilo que Cristo tem para a nossa vida!