O Líder que Deus Usa

sexta-feira, outubro 28, 2011 by Nério Júnior




Procuramos esclarecer a natureza e a importância da liderança piedosa. Muito daquilo que se refere à direção secular e ao gerenciamento aplica-se à liderança cristã, com uma diferença significante. As motivações que dirigem o desejo do homem do mundo a liderar, precisam ser contrastados com aqueles de um homem de Deus. A forma que uma pessoa lidera na política ou nos negócios do mundo e a forma que um homem piedoso lidera podem ser muito parecidos, mas as motivações devem ser bem diferentes. No mundo, as riquezas, a fama e o reconhecimento motivam os líderes a persistir e serem os melhores. Porém, esses benefícios são temporários, restritos totalmente a esta vida curta. Mark Twain, um famoso autor americano, colocou essa realidade em sua autobiografia da seguinte forma: "Uma miríade de homens nascem; eles trabalham, suam e batalham pelo pão; eles reclamam, xingam e brigam; eles lutam pelas poucas vantagens de um sobre o outro. A velhice move-se lentamente em suas vidas e as enfermidades se seguem; vergonhas e humilhações abaixam o orgulho e a vaidade deles. Aqueles que eles amam lhes são tirados, e a alegria da vida é transformada em uma dolorosa mágoa. O peso da dor, do cuidado e da miséria crescem mais pesados a cada ano. Finalmente, a ambição está morta, o orgulho está morto, a vaidade está morta; o desejo de liberdade está no lugar deles. Ela vem finalmente - o único presente não envenenado que a Terra jamais teve para eles e eles são banidos de um mundo onde eles não foram de importância alguma; onde eles não realizaram nada, onde eles eram um erro, e um fracasso, e uma tolice; onde eles não deixaram sinal algum de que tivessem existido um mundo que os lamentará um dia e os esquecerá para sempre". Como se contrasta a perspectiva de um homem em Cristo. Um líder nega a si mesmo, sofre e pode até morrer para ajudar ao próximo por causa do constrangimento do amor de Cristo (2Co 5.14). A realização, a fama e a recompensa que acompanham a liderança nesta vida, são secundárias. Como Moisés, um líder servil prefere "ser maltratado junto com o povo de Deus a usufruir prazeres transitórios do pecado", porque "contempla o galardão" (Hb 11.25,26). A natureza da liderança que caracteriza os líderes mundanos e os líderes cristãos pode ser semelhante na aparência externa, mas, os efeitos nas vidas de seus seguidores necessitam ser distintos. Henry Ford idealizou um carro com a marca Ford em cada garagem americana para beneficiar a economia e facilitar a locomoção humana para o trabalho e o lazer. Porém, um líder como George Muller de Bristol, na Inglaterra, ou Oswald J. Smith da Igreja do Povo, em Toronto, serviram incansavelmente para o benefício de órfãos e promoveram o avanço do Evangelho através do mundo. Ford concentrou a sua visão nos benefícios desta vida. Muller e Smith focalizaram suas visões na eternidade. Não podemos ignorar o insight na liderança que os não cristãos têm ganhado. Contudo, somente Deus e as Escrituras podem nos dar a verdadeira medida da liderança e o fim que toda a influência benéfica deve almejar. Mais de trezentos anos atrás, os escritores do Catecismo Menor Westminster responderam à questão mais crucial de todas: "Qual é o fim para o qual o homem foi criado"? A resposta é: "Para glorificar a Deus e gozar dele para sempre"

Fonte: O Líder que Deus Usa - Russell P. Shedd

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