Sexo e Violência Não Vendem Produtos

sábado, novembro 07, 2015 by Nério Júnior
Um estudo de Robert Lull e Brad Bushman,  publicada no The Conversation, site australiano chega a conclusão de que os anúncios sexuais não chamam a atenção para o produto, sim para o sexo em si.

A violência não chama a atenção para o produto ou o programa, mas apenas para a própria violência mostrada. 

Ou seja, esses apelos de nada ajudam as marcas e seus produtos e não agrega nada à marca.

Após analisar todas as pesquisas, eis as descobertas do estudo:

- Marcas que não usaram a violência, mas que foram anunciadas em contextos de violência (no meio de um programa ou filme violento, por exemplo), são menos lembradas e menos prováveis de serem consumidas que aquelas que não se inseriram em um contexto de violência;

- Marcas que usaram contextos sexuais em seus anúncios ganharam menos análises favoráveis de consumidores que aquelas que não usaram tal artifício;

- Quanto mais o contexto sexual aumenta (mais nudez ou cenas explícitas, por exemplo), mais caem os conceitos de memória, atitude e intenção de compra;

- Não há efeitos significativos em memória e intenção de compra em comerciais que usaram contextos sexuais;

 - Entretanto, quando o anúncio se combina ao contexto (por exemplo, anúncio violento durante um filme violento; anúncio sensual durante programa sensual), memória e intenção de compra aumentam

Por estas imagens serem tão apelativas ao nosso cérebro de maneira primitiva, elas tomam boa parte de nossa atenção. Elas realmente mexem conosco. Então, quando uma marca se coloca nesse contexto, ela fica totalmente em segundo plano.

Em resumo: a atenção até pode estar na TV, no outdoor, na imagem da revista. Mas isso não quer dizer que a atenção esteja no nome da marca, em seu logo, em seu produto.

Por mais que sexo e violência atraiam olhares atentos e mais espectadores (por isso as marcas acham que é bom negócio), tal vantagem não é transferida para o que importa de fato: lembrança da marca, intenção de compra e sentimento positivo.

Fonte: Exame



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