A Volta do Filho Pródigo

segunda-feira, maio 09, 2016 by Nério Júnior
Como já expus por aqui, cresci nas garras da lei e na adolescência era um legalista formado. Quando os  ventos da graça começaram a soprar sobre mim ouvi uma ministração sobre “santos ressentidos”  que me ensinou bastante sobre legalismo, lendo o livro de Philip Yancey – Maravilhosa Graça, descobri que essa expressão foi escrita por Henri Nouwen em seu livro A Volta do Filho Pródigo. Procurei por vários meses até encontrar o livro que se encontra esgotado em todas as livrarias brasileiras e me encontrei em cada página escrita por Nouwen, encontrei também uma nova maneira de compreender esta parábola.
Assim como Jesus, me vejo nos três personagens da parábola: o filho pródigo que mesmo coberto de vergonha se prostra em arrependimento diante do pai, o pai, que mesmo sendo a parte ofendida recebe o filho se esquecendo de seus erros, o filho mais velho cheio de convicções, justiça própria e ressentimentos.
“ Ver Jesus, ele mesmo como o Filho Pródigo, vai muito além da interpretação usual da parábola. Entretanto, essa visão encerra um grande segredo. Vou aos poucos descobrindo que isso significa que a minha filiação e a de Jesus  são uma, que a minha morada e a de Jesus são uma. Não há caminho para Deus fora daquele seguido por Jesus, aquele que narrou a história do Filho Pródigo é a Palavra de Deus por meio da qual todas as coisas vieram a existir.’ E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós’ e nos tornou parte da sua plenitude.
Quando olho para a história do Filho Pródigo com os olhos da fé a “volta” se torna a volta do Filho de Deus que chamou a si todos os povos e os leva de volta a seu Pai celestial. Como fala Paulo: ‘Pois nele aprouve a Deus fazer habitar toda a plenitude e reconciliar por ele e para ele todos os seres, os da terra e os dos céus’.


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